domingo, 26 de fevereiro de 2017

O QUE SIGNIFICA MESMO ALUNO?


Tinha uma coisa me incomodando há algum tempo.
Eu sempre enchia a boca para chamar meus discentes de "alunos". Aí escutei a seguinte informação:
"Professora, a palavra “aluno” tem origem no latim: ‘a’ é “ausente ou sem” e ‘luno’, deriva de ‘lumni’ e significa “luz”. Assim, aluno quer dizer sem luz, sem conhecimento."
Como meus alunos não são seres sem luz comecei a me incomodar de chamar-los assim, foi então que meu incômodo se transformou em curiosidade, uma qualidade minha que não se conforma com o ouvir dizer e fui atrás do significado da palavra na fonte, ou seja no dicionário etimológico e olha o que eu achei: 
"ALUNO: do latim alumnus , que significa literalmente “afilhado”.A palavra alumnus é o particípio substantivado do verbo latino alere, que quer dizer “alimentar” ou “nutrir”."
Assim, fico bem mais tranquila em usar a palavra de agora em diante. 😊
Porque: "não deixa de ser poética a imagem do aluno como ser em desenvolvimento que, com a ajuda do professor, recebe o "alimento da alma e da mente" sob forma de informação."

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Amém!

site imagem: https://blogonofre.
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Hoje aconteceu de novo, a última vez tem uns dois anos. O despertador tocou, e essas coisas que só o sono faz me permitiu desliga-lo e voltar a dormir... 
A Adriana perdeu a hora! A casa perdeu a hora. Mario levantou, me chamou, e eu acordei no susto, sai chamando o Miguel e tentando apressar o ritmo dele (que é sempre acelerado menos as 6h da manhã), despachados todos, voltei pra cama.
Antes de sair, Mario, sempre atento as minhas preocupações, disse mais uma vez:
_ Perdemos a hora? Pois amém. Amanhã colocamos os celulares do outro lado do quarto.
Tenho que aprender com ele que se algo sai fora dos planos temos que dizer amém e tentar acertar novamente no dia seguinte.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Maternidade Testosterona

Ontem, assisti um vídeo anônimo de um pai que contava seu aprendizado como pai de cinco filhas, mesmo inicialmente tendo desejado um time de basquete masculino. Ao final do vídeo, depois de narrar sua saga no universo feminino é notório a satisfação de estar cercado por tanto estrogênio, o nome do vídeo era paternidade estrogênio.
Pois bem, vendo vídeo, e sorrindo largamente das peripécias paternas para se adaptar a um ambiente estranho ao seu, lembrei de mim!
Não tenho cinco filhas, mas tenho três filhos, e também vivo em um ambiente onde sou uma espécime estranha. Como o pai do vídeo tinha a esperança, de quando formei uma família de ter uma "linda menininha", mas ao contrário vieram ter comigo, nascido de um amor imenso três arcanjos, tão especiais, que os nomes, de anjos mesmos, fazem jus a personalidade de cada um.
Como é ser mãe de menino? É brincar de carrinho, de pega-pega, de esconde- esconde, é não sentar um minuto no primeiros cinco anos de suas vidas, é ensinar a fazer xixi por mímica. Ser mãe de menino é ter que aprender a jogar vídeo game, ou pelo menos entender a gíria do meio. É chegar no parque carregando um skate, e sair apoiando um atleta todo machucado. É partilhar das primeiras paixões infantis. É perguntar das namoradas. É começar a perceber seus pequenos crescendo, engrossando a voz, ficando duas vezes a sua altura.
Tenho três filhos e um maridão, meu universo é muito masculino, é preciso me habituar com correrias em casa e brincadeiras pesadas entre os quatro, e de vez em quando lembrá-los que eu sou uma menina e não aguento a folia que fazem, meu físico e fôlego não permitem.


As vezes fico pensando como seria a minha vida se tivesse tido uma linda menininha, com certeza teria companhia para comprar sapatos, para olhar vitrines, para conversas de meninas. Minha menininha não chegou, mas mandaram-me três maravilhosos mancebos!

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Ociosidade sadia.

Vi uma reportagem sobre uma executiva de sucesso que teve que abdicar de seus projetos pessoais e se acostumar à solidão e que não tirava férias há 26 anos. 
Eu tenho muitas tarefas: sou professora, coordenadora de direito do ICF, presidente da Comissão de Educação Jurídica da OAB-PI, membro da Comissão de DH da Arquidiocese, estudante de pedagogia, mas também sou mãe, esposa, cozinheira, gestora de casa, filha, assessora da PJ... 
Faço tudo isso na medida das minhas forças e dedicando o máximo do meu tempo e potencial, mas não quero ganhar prêmio por isto ou ser considerada a melhor em nenhum desses campos, quero só ser feliz, por isso mesmo me permito, em um sábado chuvoso, ficar ouvindo os pingos caírem em uma ociosidade sadia.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Vestir o melhor sorriso

Ontem vi um post no Facebook de uma ex aluna com insegurança no corpo (ela é linda!), a mesma insegurança que me assolou ao vestir um vestido sem mangas (tenho bracinhos gordinhos, como diz carinhosamente Mário), foi até por causa deste post que resolvi vestir meu vestido e sair por aí.
Meninas, não tenho o corpo perfeito, tenho marcas do tempo e das escolhas que fiz, tenho minha genética e meu sedentarismo (estou mudando isso, promessa sempre renovada), mas por mim, por minhas jovens pjteiras e alunas, por minhas sobrinhas e por minhas netinhas que ainda vão vir encantar minha vida, não vou me deixar paralisar porque não tenho o físico de ideal inalcançável do esteriótipo feminino, somos belas com a idade e o corpo que temos.
Coloquem uma roupa e o melhor sorriso, meninas, e saiam por aí, encantem o mundo e arrasem, vou estar aqui aplaudindo. 😍

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Paixões de Gabriel

Estávamos sentados, eu e Gabriel, esperando o fluxo de carro diminuir após a missa, quando um filhotinho chega pertinho dele e se aconchega. Eu olho já acostumada com a atração que ele exerce sobre os animais e tenho que alertar: "Filho, por favor, não se apaixone!", mas sei que é impossível.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Eu e Miguel em uma noite de sábado.

E hoje a noite éramos só eu e Miguel, aí ele começou uma conversa que rendeu várias pérolas. Vou contar só duas:
Pérola 1:
Miguel: "Mãe, o sábado e o domingo são bons por causa da semana de trabalho, porque as pessoas normais, sem ser a senhora e o papai, não gostam muito do trabalho."
Fiquei pensando que preciso mostrar pra ele que muitas pessoas são felizes no trabalho. E depois conversar sobre essa história d'eu e do pai dele não sermos pessoas normais. kkkkkkkkkkkkkkk
Pérola 2:
Eu: Filho vamos falar de filosofia, então.
Miguel: Vamos mãe! A senhora sabe o que eu sei sobre Sócrates?
Eu: O que vc sabe?
Miguel: Só sei que nada sei!
Tem como ser melhor minha noite de sábado?